As aulas aconteceram em salão da Paróquia Nossa Senhora da Esperança nos dias 27 e 29 de janeiro de 2026
Um painel solar do tamanho de uma porta é o modelo padrão que é instalado nos telhados das casas. Mas são necessárias diversas dessas placas para que haja uma substancial economia na conta de luz, que poderia chegar a até 95%. No curso, que contou com a presença de 20 pessoas, o professor Walmeran Trindade Júnior, professor de engenharia elétrica do Instituto Federal da Paraíba, mostrou na prática como elas funcionam, como conectar uma série desses painéis e a vantagem de um grupo de moradores se unir para montar uma pequena usina solar de eletricidade. Entre as vantagens está o barateamento da compra dos equipamentos e resolve o problema do espaço físico onde podem ser instalados os painéis, já que diversos telhados podem ser compartilhados.

A assistente social Claudilene Rodrigues das Virgens veio, inicialmente, por curiosidade. Mas se entusiasmou pela ideia de gerar eletricidade coletivamente. E também achou fundamental que o curso dê atenção especial às mulheres, que podem se especializar em energia solar para instalar as placas em outras localidades.
Um dos objetivos da parceria do Instituto Federal com a Rede Paulista de Bancos Comunitários e a paróquia é oferecer cursos de extensão, ou seja, estar nas comunidades, e não apenas dando aulas dentro da instituição, explica Denilza da Silva Prado, diretoria do campus Jardim Ângela do Instituto Federal de São Paulo. Ela lembra que ano passado foi dado um curso de elétrica e agora de noções básicas de energia solar. É uma forma de educação, cooperativismo, solidariedade e que cria um elo entre os moradores do bairro entre si e com o IF.

Padre José Wilson de Souza foi quem abriu as portas da igreja para diversos cursos. Ele acha que é fundamental dar formação aos moradores do região para que possam procurar uma profissionalização que gere renda.
Josileine Vieira da Silva, auxiliar de saúde bucal, já tinha feito o curso de eletricidade de baixa tensão e agora o de energia solar. Ela acha muito interessante a ideia da união de moradores para baratear a compra dos painéis, que não é tão barato, e economizar na conta de luz.
O que um não consegue sozinho, conseguimos juntos, diz Camila Japp, diretora da Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV). A união popular pode gerar desenvolvimento comunitário, por isso a entidade está nessa parceria, oferecendo assessoria, já que a Alemanha tem grande experiência em cooperativismo, inclusive com 900 cooperativas de geração de energia solar.
Para sobreviver no mundo atual, as pessoas precisam de alimento, água e eletricidade. E para satisfazer essas necessidades é preciso ter dinheiro, comenta Hamilton Rocha, da coordenação-executiva da Rede Paulista de Bancos Comunitários. Nesse sentido, o curso de noções sobre energia solar pretende despertar na comunidade a consciência de que uma ação coletiva pode gerar trabalho, renda e economia na conta de luz. E com a experiência acumulada, a Rede Paulista pretende expandir as atividades para outros territórios, difundindo a ideia da energia solar solidária, dos bancos comunitários e das finanças solidárias.



